24 setembro 2009

mas hoje é dia de trabalho para oficina das artes


Kirchner é o responsável pela primeira inspiração de médio grau que se me apresentou há coisa de não menos 30 horas. A expressividade do carácter primário da pintura do artista acabou por me transmitir um consenso entre maturidade e realidade frágil. A sua obra de formas estilizadas, cores fortes e retratos pensantes revela nao mais que a filosofia do expressionismo: passar o que se sente para o que outrem pode ver. Sublinho desde já a importancia dos sentimentos que nos ajudam nestas alturas de pressão, não fossem eles a deixar espaço para a execução de nós próprios em obra prima - no mais inocente e perturbador dos sentidos.
Da inocência dos traços pouco trabalhados que surgem neste trabalho parti para a confusão de realidades que Magritte nos traz, sempre que assim for caso disso. E, neste caso, ninguém melhor que o surrealista para me inspirar um novo elemento da obra. De dentro do mundo de expressão kirchniana aparece uma personagem que o encontra por acaso e revela-se tão surpreendida quanto o observador. A "porta escondida" no fundo do armário abre-se exclusivamente para o momento de intrusão. Entra pela opressão expressionista um mundo mágico e desconhecido, testemunha de duas versões da mesma história.
Nisto tudo, Klee apoiou-me - um querido, diga-se desde já - também com a sua Perspectiva de uma sala em que mistura pessoas e objectos dentro de uma teia de linhas que parecem formar grades que inclausuram o artista.

2 comentários:

ag disse...

O enlevo da mistura do surrealismo e do fauvismo, e do expressionismo. Eis onde a manifestação pessoal toca, na linha onírica, a interpretação do mundo à luz de cada um.
Uma excelente escolha, sem qualquer sombre de dúvidas.
:)

C disse...

para nao dizeres q num bi o teu blog

sobre quem?

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