O nosso fracasso na Vida, Mundo, está no não acreditar e no subestimar. E não são os sonhos que começam a construirnos que não acreditamos; nesses acreditamos sempre e para sempre ambicionando sempre mais, até ao dia do Juizo Final, até ao fracasso humilhante e descaracterizador.
Porque o é!, só falhamos se tentarmos e o tentar personaliza-nos por si só. Perdemos a identidade que nos viu crescer ao tentar. É assim que deixamos de acreditar. É assim que a substimamos, tambem. É mais inconsciente o nosso medo do futuro que qualquer outro. Isso toca-nos de tal maneira que paralisa a acção, o actuar e, logicamente, a reacção.
Ficamos gelo.
Frios, duros e brancos.
Que derrete.
Porque derretemos e nos desmanchamos aos pés do que é sobre-natural, ou de quem nao teve o nosso medo. No fundo, quem acaba por nao falhar, de certo ponto, não é natural. Aliás, diria mesmo que de tão pouco natural ser, deixa de ser possivel.
Falha-se sempre, sempre!
Senão é a um nível, é a outro, sem deixar de ser, por vezes, aos outros todos. No entanto,
apesar de traiçoeiro,
o tentar acaba por não ser apenas a desgraça como se revela a única vitória daquele que tentou. Mais uma vez, apesar de tudo, o tentar é o que nos resta, independentemente do medo. É a satisfação que encontramos quando somos acolhidos pelo desespero da falha fulcral,
é esse tentar.
Melhor, esse ter tentado.
25 setembro 2008
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- F. Rocha
- Now you see it, now you don't!

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